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COVID-19 - Um Olhar em Impactos Pessoais e Relacionais na Família em Quarentena.

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“Papai brinca comigo, papai brinca comigo, papai brinca comigo!” “Nossa, que cara é essa, nem dá bom dia, já vem cobrando só porque não brinquei com o menino ontem!” “Que bagunça, essa sala tá parecendo o parque da praça!” “Um, agora acabou a sala de jantar, virou seu escritório!” “Que é isso, essa não, a mesa do meu teclado virou sua mesa de escritório?” “E o pior: proibido ir correr, caminhar, mergulhar na praia! Estou surtando!” “Até cantar, gritar, reclamar está difícil, tudo só com máscara!” Essas, e tantas outras mais, são queixas em falas de clientes, esses, vivendo o atual contexto, sistema família em tempos de isolamento social, cenário de enfrentamento da pandemia COVID-19. E agora, que fazemos diante do que nos tem sido imposto por um invisível invasor de fronteiras mundial, territoriais, sistêmicas e biológicas (barreiras de defesas imunológicas individuais)? Somos seres naturalmente em conexões sociais, uma complexa e dinâmica máquina de interação biopsicossocial, inseridos em vários sistemas. Assim, estamos conectados no sistema família, agindo e interagindo com outros diversos e indispensáveis sistemas; os quais nos proporcionam à promoção, e também podemos promover mutuamente, condições de crescimento, desenvolvimento, bem-estar, saúde, segurança, sobrevivência e, convívio coletivo com normas sociais. Como podemos lidar, de forma adequada, com as demandas relacionais no sistema família, demandas também resultante de impactos do tempo presente? Todos nós fomos impactados em nossas rotinas, atividades, funcionamentos, interações, em vários contextos. E, cada um, a seu jeito, no seu ritmo, no seu tempo, em diferentes tipos e graus de reações segue enfrentando cenários, comportamentos, atitudes ao anormal imposto – crise decorrente da pandemia COVID-19. Em muitas situações é provável observarmos uma reação considerada anormal, mas que, no atual panorama e, dependendo do contexto e situação são reações individuais possíveis de acontecer, “esperadas”, enquanto vão sendo desenvolvidas e elaborados os processos de adequações e, acionadas as ferramentas e habilidades para o enfrentamento da desorganização consequente ao quadro de anormalidades externas e internas estabelecidas. Imprescindíveis, as medidas de proteção e prevenção para a COVID-19: isolamento e distanciamento social – FICA EM CASA! Medidas restritivas indispensáveis! E, à efetividade dessas medidas, está associada a outras condições de atenção primária á saúde, como por exemplo: maior atenção às regras de etiquetas de higiene pessoal e interpessoal; detalhes na higiene de espaços físicos, em especial, onde moramos ou estamos inseridos – AS CASAS, OS ESPAÇOS COLETIVOS; equipamentos de proteção individual – AS MÁSCARAS; maior atenção e detalhes à higienização dos alimentos, qualidade e abastecimento de água - SAÚDE BÁSICA.

Então, diante de todo esse real e complexo panorama e, como protagonistas no enfrentamento da atual pandemia, aqui, o nosso recorte reflexivo, será um olhar introdutório em alguns aspectos das interações familiares no contexto da quarentena. Interações essas, com consequentes demandas na saúde mental, e suas expressões em quadros de irritabilidade, alterações no humor, insegurança, ansiedade, depressão, comportamento suicida, compulsões, alterações nos hábitos de sono e alimentares, violências doméstica, maus tratos, abuso sexual, aumento ou introdução do uso de substâncias psicoativas e, muitos outros males possíveis de desencadeamento, agravamento; ou não. Aqui, oportuno destacar algumas interrogações individuais, sobre o ser biopsicossocial em quarentena no espaço família. Questionamentos que nos remete aos recortes das falas acima destacadas, ao iniciarmos este texto: Enquanto ser relacional, como está vivenciando a atual crise, pandemia COVID-19? Quais atuais impactos, pessoais e nas interações familiares? E os possíveis impactos a médio e longo período, pós-pandemia? Como queremos estar, enquanto individuo e família no pós-pandemia? É possível viver, sobreviver e, sairmos mais fortalecidos dessa imensurável crise, guerra biológica? E então, o que temos feito para promover bem estar, ou diminuir desconfortos pessoais e no ambiente família, nesses tempos de quarentena COVID-19? Inicialmente, buscamos introduzir essa complexa e inesgotável reflexão, com evidências em casos clínicos e, em seguida, construirmos juntos; por hora, cada um em seu canto, possíveis intervenções. Assim e, logo em breve, continuaremos esse pensar, com foco em ferramentas de enfrentamento aos impactos relacionais e, fortalecimento dos vínculos da família em quarentena, prevenção COVID-19. Um abraço caloroso e, FIQUEM EM CASA!

Texto escrito por:


Joseana de Oliveira Menezes Galvão – Médica com pós-graduação em Sexualidade, Terapia Familiar Sistêmica e Problemas Relacionados ao Uso Abusivo de Substâncias Psicoativas.


Selma Palhão Gomes – Psicóloga Clínica. Ambas fazem parte da equipe terapêutica interdisciplinar na Clínica Evolução.


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