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Dia Internacional de Combate às Droga Fazer Mais com Menos na Crise

Fazer Mais com Menos na Crise:

Saúde Mental e Segurança do Trabalhador



A crise imposta pela pandemia do novo coronavírus afetou todas as áreas da sociedade. Acompanhamos as notícias pela mídia ou vivemos na prática os impactos da covid-19, que além das consequências para a saúde, seja física ou mental, afetou as finanças das pessoas e das empresas.


Mas em meio a tanta dúvida e hesitação, uma certeza, de que devemos cuidar da segurança e da saúde do trabalhador. Ele precisa de uma de atenção neste momento delicado. É necessário um esforço conjunto para que funcionários e empresas possam resistir e superar tantos desafios. E o melhor caminho é investir em prevenção, fazer mais com menos, em prol das pessoas, da economia, da imagem e dos valores sociais de cada empresa.


O dia 26 de junho, Dia Internacional de Combate às Droga, é uma data estipulada pela Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e tem o objeto da conscientização da população quanto os problemas de álcool e outras drogas. Neste momento vamos olhar para refletimos sobre as nossas ações de Prevenção em um assunto que impacta diretamente a segurança e saúde mental das Empresas.


Vamos refletir sobre esses dados e o impacto que eles têm na vida das pessoas


O Relatório Mundial sobre Drogas 2020 divulgado em 25 de junho de 2020 pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC) mostrou que cerca de 269 milhões de pessoas usaram drogas no mundo em 2018. Além disso, mais de 35 milhões de pessoas sofrem de transtornos associados ao uso de drogas. No Brasil as pesquisam apontam que 12% da população consome álcool de forma abusiva. Segundo dados do 3º Levantamento nacional sobre o uso de drogas pela população brasileira, coordenado pela Fiocruz e compartilhado no site da instituição, esse percentual é muito maior entre os homens: 5% (entre as mulheres fica em 1,5%). A Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que 20% a 25% dos acidentes de trabalho no mundo envolvem pessoas que estavam sob o efeito do álcool ou outras drogas.


A pandemia levou as pessoas a beberem mais frequentemente, em busca de aliviar tensões desse período conturbado. Mas esse hábito associado ao aumento das ansiedades, dos medos, das incertezas e de tantos estresses pode provocar sérios transtornos mentais. Os profissionais tiveram suas rotinas de trabalho modificadas, seja, os que passam a trabalhar remotamente ou os que estão em regime presencial. É importante que se esclareça que o uso de álcool e drogas, como a maconha, por exemplo, prejudica o desempenho profissional uma vez que diminui o raciocínio lógico, a segurança na transmissão de dados, acarreta prejuízo da percepção, da memória e da compreensão, além de causar sonolência, perda de equilíbrio e alterações de humor.


Outros prejuízos que podem causar impacto nas empresas e ameaçar os empregos


  • Atrasos, licenças médicas e aposentadoria precoce

  • Vulnerabilidade aos prejuízos pessoais e patrimoniais decorrentes do uso do álcool e outras drogas

  • Queda da produtividade

  • Aumento das despesas com plano de saúde (seguro saúde)

  • Absenteísmo e presenteísmo

  • Perda da qualidade na prestação de serviços ou na fabricação dos produtos e prejudica a imagem da empresa no mercado

  • Violência (assédio moral, agressões)


Qual o caminho mais eficaz neste momento?


A resposta é simples: prevenção, por meio, da educação e da informação. Continuar investindo na performance humana para mudar esse cenário, fortalecendo os programas de segurança e saúde do trabalhador.


Algumas sugestões de prevenção


  1. Desenvolver uma política na empresa para os Problemas Relacionados ao Álcool e Drogas (PRAD) e que todos tenham o conhecimento da Politica.

  2. Criar programa de prevenção, dentro da política, através de exames toxicológicos para manutenção da segurança e saúde do trabalhador.

  3. Apoiar através de orientações diariamente os empregados que atuam em áreas ou atividades externas.

  4. Orientar e ajudar funcionários que estejam com problemas de álcool, tabaco e outras drogas.

  5. Investir na prevenção continuada, principalmente nas datas comemorativas / específica quanto ao PRAD e segurança do trabalhador, por exemplo, dia da Segurança do Trabalho.

  6. Difundir informação específica e abrangente para os setores de maior risco.

  7. Aproveitar recursos que hoje ajudam a reunir os funcionários, como as lives, e comunicar sobre temas de interesse comum, por exemplo, a importância de cuidar da saúde mental.

Essas ações devem andar juntas para preservar o bem maior das empresas: o capital humano. O ambiente de trabalho pode ser seguro e saudável, com menor probidade de acidentes.


Prevenir é evoluir: invista em Prevenção e obtenha segurança objetiva e subjetiva para sua empresa.


Rio de janeiro, 26 de junho de 2021.



Selene Franco Barreto

Psicóloga e Consultora de Empresas

Diretora da Evolução Clínica & Consultoria.

Especialista de Álcool e Drogas pela ABEAD.





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