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Tratamento de tabagismo nas empresas é um incentivo para quem deseja parar de fumar

 

Não é novidade que o tabagismo causa diversos males à saúde dos fumantes e das pessoas que respiram a fumaça do cigarro – os chamados fumantes passivos. E nem mesmo as empresas estão livres dos malefícios trazidos por esse vício que acomete milhares de pessoas no Estado do Rio de Janeiro. É o que explica a psicóloga e especialista em trabalho com empresas, Ana Paula Barros Teixeira.

– Quando a gente fala do tabagismo, a gente fala de uma queda de produtividade, muitas vezes associada à questão de ter que sair do posto de trabalho para fumar. Até porque agora não é mais permitido que se fume em qualquer ambiente. Então isso gera um fenômeno que a gente chama de presenteísmo. O absenteísmo é a falta ao trabalho. O presenteísmo é a pessoa estar presente, mas não estar executando as suas funções da melhor forma. O tabaco tem muito impacto nesse número de presenteísmo, por causa dessas “saidinhas” que os funcionários precisam dar eventualmente para fumar. E quando não é pela “saidinha”, é pelo desconforto que é gerado pela síndrome de abstinência da própria nicotina.

Uma solução apresentada pela psicóloga é o tratamento de tabagismo nas dependências físicas das empresas. A capacitação da sua própria equipe de Saúde ou a contratação de uma clínica ou instituição especializada nesse tipo de procedimento gera um gasto menor – a longo prazo – para as empresas, que gasta muito mais lidando com as consequências do uso do tabaco pelos seus funcionários. Além disso, essa facilidade de acesso incentiva o aumento do número de pessoas aderindo ao tratamento e, consequentemente, parando de fumar.

– A questão da oferta na empresa é muito logística. Não porque ali o funcionário necessariamente fume mais. É o fato de estarem o funcionário e o programa no mesmo lugar. Isso aumenta muito o índice de adesão, porque ele não precisa se deslocar. É só atravessar um corredor e se tratar – diz a especialista.

 

Devido à facilidade logística de comparecer ao tratamento, os programas nas empresas têm um índice de adesão maior se comparados às instituições clínicas especializadas. Ana Paula afirma que esses dados são muito importantes para todos percebam que o aumento da oferta de tratamento pode gerar um número maior de pessoas interessadas em parar de fumar. Bom para os fumantes, para a sociedade e para os empregadores.

 

Fonte: http://www.riosemfumo.rj.gov.br/site/conteudo/
noticia.asp?EditeCodigoDaPagina=482


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