Notícia

Novidade: especialista em psiquiatria integra corpo clínico da Evolução

 

15.01.2010

 

A partir deste ano, a clínica contará com a supervisão da doutora Ana Cristina Saad, que também irá coordenar o Centro de Estudo da Evolução

Incrementar o Centro de Estudos da Evolução e aprimorar as atividades da clínica. Estes são os objetivos da psiquiatra Ana Cristina Saad. A especialista, mestre e doutora pela UFRJ, agora integra o corpo clínico da Clínica Evolução e também coordenará o Centro de Estudos da Evolução. “Irei supervisionar tudo o que diz respeito à legislação, à vigilância sanitária e às normas vigentes, assim como a representação junto ao Conselho Regional de Medicina”, destacou.

A ideia, segundo a psiquiatra, é “produzir ciência, divulgar artigos, aprimorar os cursos e apresentar, em congressos nacionais e internacionais, os trabalhos desenvolvidos pela clínica”.

Para isso, a especialista pretende trazer para a Evolução experiências anteriores de sucesso. “Em 2004, tive a oportunidade de coordenar um estudo inédito sobre a relação dos dependentes dentro de casa. Pretendemos fazer algo similar este ano”, comentou.

A pesquisa mapeou, em todo o estado fluminense, os prontuários médicos de pessoas que procuraram ajuda médica pela primeira vez entre 1999 e 2004. A iniciativa, realizada pelo Conselho Estadual Antidrogas do Rio de Janeiro (Cead) em parceria com o Programa de Estudo e Assistência ao Uso Indevido de Drogas do Instituto de Psiquiatria da UFRJ, reuniu informações de 3.672 pacientes.

Na época, 79,5% moravam com a família. Entre os homens, 73% disseram ter histórico familiar de dependência química. Entre as mulheres, o percentual sobe para 83%

Resultados – A pesquisa apontou que 68% das pessoas admitiram fazer uso de substâncias psicoativas todos os dias. O álcool era a droga preferida para 55% dos homens e 47% das mulheres. A cocaína vem em segundo lugar, com 49% e 43%, respectivamente, seguida da maconha, com 26,5% para o sexo masculino e 21% para o sexo feminino. Outros dados mostram que 51% dos pacientes não têm o primeiro grau completo e 62,5% não possuem renda fixa.

Relação familiar –
Apesar de a pesquisa ter sido realizada há cinco anos, uma afirmação continua sendo a mesma: a influência da família nos dependentes é paradoxal. “A família fica preocupada, mas facilita o consumo. Ao mesmo tempo, os pais representam a proteção, mas preferem que os filhos usem drogas em casa, do que na rua. Alguns consomem bebidas e drogas junto aos próprios filhos. É uma situação da modernidade", ressaltou.

 

 

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